Foto: Divulgação/FIFA

Visão Canarinho #1: Estreia frustrante

O Brasil jogou mal hoje contra a Suíça e essa é a prioridade. Claro que também houve os erros do árbitro mexicano Cesar Arturo Ramos, mas o foco deve ser a fraca atuação do Brasil e algumas perguntas devem ser feitas principalmente pela atuação desorganizada após o gol de empate sofrido. Além disso, o time foi muito mal coletivamente e individualmente, com Gabriel Jesus, Willian e Neymar, trio ofensivo brasileiro jogando bem abaixo do esperado. Phillipe Coutinho, autor do gol, foi um dos poucos que se salvaram, sendo eleito o Melhor em Campo do controverso jogo na Arena Rostov.

O Brasil teve bons momentos no 1T. Principalmente pelo lado esquerdo do ataque com triangulações envolvendo Marcelo, Phil Coutinho e Neymar. Não a toa, havia um certo entrosamento entre os três que criavam as principais chances do jogo até o momento do gol: Passe de Neymar, Marcelo avançado devolve e Coutinho, dentro de suas características, cortou da esquerda pro meio e arriscou um lindo chute que acertou o ângulo de Sommer.

A partir daí, o time recuou. A Suíça ainda no 1T ensaiou o que seria na segunda etapa, com mais posse de bola no campo do Brasil que não pressionava para retomar a posse com velocidade, como tantas vezes fez na “Era-Tite” e na minha opinião, acabou sendo um desperdício principalmente para aproveitar o campo aberto com velocidade com os homens de frente. Os contra-ataques não vieram em resultado da falta de pressão à bola.

No começo do segundo tempo, após o gol de empate sofrido com Zuber subindo sozinho e na pequena área brasileira, a seleção pareceu desorganizada e por vezes, perdida. A Suíça encaixou a marcação e dificultou a saída de bola brasileira e o jogo coletivo ruim foi evidenciado. A Suíça propôs o seu jogo e quando não tinha a bola, pressionava no meio-campo, sendo o dono do setor por muito tempo.

Nos minutos finais, o Brasil ainda teve chances de vencer mas pecou nas finalizações. Claro que houve erros de arbitragem que influenciaram diretamente no resultado, mas não pode ser o foco central. O Brasil jogou mal contra uma Suíça que esteve longe de ser pragmática e que jogou bola, ainda assim contando com partidas irregulares de seus principais homens de frente. Neymar estará em melhores condições e mais solidário em campo? O Brasil atuará mais pelo lado direito sem acionar tanto Marcelo como principal articulador de jogadas? Contra a Costa Rica seremos fortes tecnica e mentalmente?

Respostas que ficam para a próxima sexta-feira.

 

Felipe Henriques

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